terça-feira, 2 de março de 2010

Conferência Internacional sobre Redes Sociais #CIRS


Promovida por pessoas conectadas à Escola-de-Redes, uma rede de mais de 3 mil pessoas coligadas para estudar, investigar e experimentar redes sociais e desenvolver novas tecnologias de netweaving (articulação e animação de redes), ocorrerá em Curitiba, entre os dias 11 e 13 de março de 2010, a Conferência Internacional sobre Redes Sociais (a sigla é CIRS).

Três grandes palestras, em auditório com capacidade para mais de 1 mil pessoas, constituirão o ponto alto do encontro:

A primeira, O Poder de Organizar sem Organização será ministrada por Clay Shirky, palestrante internacional com grande projeção no momento. Shirky (Nova York) é escritor (seu último livro, ainda inédito no Brasil, tem como subtítulo o tema da palestra), professor de Efeitos Econômicos e Sociais das Tecnologias da Internet e de New Media na New York University.

A segunda, Redes sociais e emergência, será proferida por Steven Johnson (também de Nova York), outro palestrante de renome internacional, autor de 6 best-sellers sobre intersecção entre ciências, tecnologia e experiências pessoais. Seus livros têm influenciado desde a forma de campanhas políticas utilizarem a internet até as idéias mais inovadoras de planejamento urbano, passando pela batalha contra o terrorismo do século 21.

A terceira palestra, O futuro da investigação sobre redes sociais, será ministrada por Pierre Lévy (Ontário), filósofo, escritor e professor do Departamento de Comunicação na Universidade de Ottawa, Canadá e da Universidade Paris VIII. Lévy estuda o conceito de inteligência coletiva e sociedades baseadas no conhecimento. É um pensador mundialmente reconhecido no campo da cibercultura.

Haverá ainda uma discussão, desafiadora e polêmica, sobre a nova educação na sociedade em rede, intitulada Sistemas Sócio-Educativos: Comunidades de Aprendizagem em Rede (Arranjos Educativos Locais). Nessa atividade deverão ser questionados pela raiz não apenas os métodos de ensino ainda utilizados, mas o próprio conceito de educação como ensino, a instituição chamada escola e o papel (anacrônico) do professor. A grande estrela aqui será José Pacheco (Portugal), educador, escritor, mestre em Ciência da Educação. Ele foi o idealizador e coordenador da famosa Escola da Ponte, projeto educativo baseado na autonomia dos estudantes.

O evento também abrigará dois minicursos. O primeiro, Netweaving (Articulação e Animação de Redes), será ministrado por Augusto de Franco (São Paulo), netweaver da Escola-de-Redes e autor de mais de vinte livros sobre desenvolvimento local, capital social, redes sociais e democracia. O segundo minicurso, Introdução à Análise de Redes Sociais, será ministrado por Clara Pelaez Alvarez, analista de sistemas pela PUC de São Paulo, CEO da Neuroredes, empresa brasileira de consultoria em gerenciamento e especialista em Neurometria: mapeamento, desenho e análise de redes de conhecimento.

Para os promotores da Conferência o mais importante, porém, é o Simpósio da Escola de Redes, que ocorrerá nos dois primeiros dias do encontro: uma espécie de Open Space (ou “Desconferência”) onde os membros conectados à Escola-de-Redes vão, eles mesmos, definir a pauta e as atividades que serão desenvolvidas. Mais uma vez aqui a CIRS inova, seguindo a orientação – que tudo indica será predominante nos tempos que chegam – de organizar sem organização.

Uma característica inovadora da CIRS é o seu processo de realização: o evento está sendo divulgado e organizado de modo distribuído. Ou seja, cada pessoa que quiser colaborar pode divulgar o evento como se fosse seu: pode inventar uma marca, fazer e distribuir um folheto ou um cartaz, criar um banner para publicar no seu site, blog ou plataforma de rede na Internet – tudo isso sem a necessidade de pedir autorização, receber orientação e sem precisar entrar em contato com alguém. Patrocinadores ou apoiadores podem colocar a sua marca comercial nas peças publicitárias que veicularem, também sem qualquer necessidade de entendimento prévio. Em suma, como diz o tema da palestra de Clay Shirky, uma das mega-estrelas do evento, a CIRS está testando o poder de organizar sem organização.

Para quem já investiga, estuda ou trabalha com o assunto ou para quem quiser ficar atualizado com o tema, a Conferência Internacional sobre Redes Sociais é uma oportunidade imperdível.

Serviço

Inscrições e mais informações na plataforma interativa da Escola-de-Redes: http://escoladeredes.ning.com

A CIRS – Conferência Internacional sobre Redes Sociais será realizada de 11-13 de março de 2010, no CIETEP (no Centro de Convenções da FIEP – Federação das Indústrias do Estado do Paraná): Avenida Comendador Franco 1341, Jardim Botânico, Curitiba, Paraná, Brasil.

A CIRS, embora organizada autonomamente, compõe a constelação de atividades aninhadas na Conferência Internacional de Cidades Inovadoras (CI-CI 2010): CIETEP, Curitiba 10-13 de março de 2010. Para mais informações sobre a CI-CI 2010 clique no link: www.cici2010.org.br

domingo, 28 de fevereiro de 2010

O Poder das Mídias Sociais.

10 Tendências em Mídias Sociais para 2010

Os 5 conceitos mais errados sobre Mídia Social.

Há muitos mitos e confusões sobre a Mídia Social. Como em toda a Web sempre á alguns que levantam mentiras sobre o uso o uso das mídias sobre determinado segmento. Para quem não sabe as mídias podem ser usadas para campanhas, publicidade, etc, mas também para diversão.
O 5 erros mais comuns em Mídia Social são:

1 – Mídia Social serve apenas algumas marcas:
Nada mais longe da realidade, para cada marca existe um público que pertence a seu alvo. Você só tem que saber como chegar a esse público, de modo que a campanha seja eficaz. Não importa se você irá vender seguros de vida ou fraldas, há sempre pessoas em uma rede social ou na blogosfera que pode comprar o seu produto.

2 – Mídia Social serve para obter muito tráfego e rápido:
Esse tipo de marketing é um processo que leva tempo. Não pense em fazer 1 ou 2 meses, o trabalho diário e exige esforço e continuidade. Uma vez que uma marca ingressa Facebook, começa o desafio de criar uma comunidade em torno da marca, e é isso que leva tempo. Se alguém deseja alcançar uma estratégia eficaz não devem exercer spam, mas uma conversa de marketing com os clientes. Deve-se ouvir os clientes e agir sobre o feedback.

3 – Ao ingressas nas redes sociais podemos perder o controle da imagem da nossa marca:
São as pessoas que vão dizer se gostam ou não da sua marca. Tanto Online ou offline eles irão opiniar o mesmo, criar uma página no Facebook ou um usuário no Twitter, não muda a opinião que o cliente tem sobre sua marca. Mas nós podemos usá-los como meios para obter críticas dos clientes e melhorar a partir deles.


4 – Mídia Social é uma moda ?
As redes sociais nasceram como uma necessidade humana de criar laços sociais no mundo virtual. É a evolução digital do nosso desejo de se comunicar.
  • 2 / 3 da população global que usa a Internet visita uma rede social.
  • Visitar uma rede social é a 4º coisa mais popular da Web

5 -
“Eu não preciso de um profissional para fazer Mídia Social”:
Nessa a área ainda tem uma lenda que na verdade na é lenda, muitos acham só porque uma rede social foi criada a partir de uma linguagem de programação, os únicos capazes de trabalhar e explorar as mídias sociais para empresas, são os que estudaram ciência da computação, Sistemas de informação.

Isto é totalmente loucura nem todos os profissionais de informática tem capacidade de explorar o marketing dessas redes eficazmente, a maioria dos empresários que decidem entrar nas Redes Sociais pegam o funcionário que mais se destaca dentro da empresas na área de informática e coloca o cidadão para gerenciar as conversas, e tal, mas se ele não souber como faz o viral da marca da rede, ele pode acabar colocando tudo por água abaixo.

Por isso quando for pensar em entrar nas Redes Sociais, obtenha informação necessária de como fazer isso e não vá contratando o primeiro que aparece.

Fonte: Midiaboom

Quer investir em mídias sociais? Seja relevante!

Todo mundo fala em revolução da mídia social, mas será que os profissionais de criatividade realmente têm noção do quanto nossa vida mudou e o nosso tempo encurtou? Não adianta investir só para estar na moda.

Por Marcelo Mendonça Godoy

Mídias sociais. Tema assunto do momento, ainda traz mais questionamentos do que respostas. E destas poucas, a maioria especula sob o mote: “vivemos uma revolução, então pouco se sabe quais os padrões que serão adotados no futuro. Muita coisa ainda está por vir.”

Sim, muita coisa ainda está por vir. Mas o que notamos visivelmente é o posicionamento tomado após tal desculpa: o planejamento feito para a tal da mídia social é inexpressivo, como se estivesse ali porque precisa existir, na base do “hoje em dia não pode faltar”.

Tenho a honra de estudar com uma professora que é mestre em história da comunicação. Seu nome é Jurema Brasil. Em uma de suas muitas aulas, ouvi uma teoria muito interessante do modo de vida com o qual estamos aprendendo a lidar: ela compara nosso período com a Renascença.

Obviamente não em questão de estética, arte e novos inventos. Mas em evolução da ciência, renovação das idéias, valores e, principalmente, da quebra de antigos paradigmas e a construção de outros – novos em folha – só esperando para serem desenhados pela mão de todos nós; a sociedade.

O mundo, que até o feudalismo era regido sob a esfera religiosa, ganhou nova forma com o advento da modernidade após o Renascimento. Nela, a esfera dominante foi a política. E assim chegamos até a Segunda Grande Guerra e a pós-modernidade. O mundo começava a ser regido pela esfera econômica.

E, com o acúmulo de bens em maior distribuição (onde a publicidade tem papel fundamental), um universo começou a ser criado em paralelo: o universo íntimo-pessoal.

É aí onde estão guardados seus valores religiosos e políticos, suas opiniões sobre temas polêmicos e tudo o que diz respeito a você e o que você gosta.
Tempo curto

Saindo do âmbito sociológico, quero talvez levantar uma questão um quanto tanto perturbadora.


Como anda seu tempo?

Você tem tempo para fazer tudo o que deseja, seus dias passam em uma velocidade tranquila, parece que está tudo em flat mode? Se sim, considere-se muito afortunado.

A grande maioria das pessoas que conheço está sempre em uma batalha travada contra o tempo. E não me refiro a atrasos, muito pelo contrário: a pontualidade nunca foi tão exigida. O fato é que a sociedade vive uma nítida impressão de que as horas sempre passam “voando”, e sempre fica alguma coisa para fazer depois. Aí entra a questão: será mesmo só impressão?

A definição é conhecida: o tempo é uma medida de espaço. Tente abstrair-se do conceito de horas; isto é apenas uma régua inventada. O ato de medir o tempo nos primórdios era baseado em observar a sombra do sol projetada. Ou seja, media-se o espaço que a sombra percorria.

Agora, pense na evolução da comunicação (ela é um reflexo da evolução antropológica). Após a comunicação primária (a fala, face-to-face) e a secundária (imprensa), o mundo sofreu a revolução midiática pelo audiovisual.

Antes mesmo do audiovisual, pense como a comunicação era disseminada: o homem em seu cavalo levando uma mensagem a outros reinos; levava dias, meses. Séculos depois, o telégrafo tinha um delay para o recebimento da mensagem.

E podemos assim citar tantos outros meios de comunicação ao longo dos séculos. A informação demorava a chegar. Mesmo a TV, se a notícia passasse pelo crivo do gatekeeper. Com a internet, o tempo de espera da informação foi reduzido ao mínimo possível.

Então, pessoas que obtêm respostas mais rapidamente tomam decisões mais rapidamente.

Tomando decisões mais rapidamente, terminam seus projetos mais rapidamente. Terminando seus projetos mais rapidamente, abraçam novos projetos e fazem mais coisas.

Com essa cultura do imediatismo, não deixamos de lado nossos sonhos e afazeres pessoais. E assim nossa agenda está sempre lotada. Complete com a faculdade ou a pós, a casa, a família e a namorada.

O tempo parece estar curto ou nós realmente o encurtamos?

Se tempo é uma medida de espaço e espaço igual à distância, com a internet encurtamos a distância (procure por termos como destempo e desespacialização) e consequentemente encurtamos o tempo.

Vivemos um período de descentralização. De poder e de coleta de informação, agora precisamos decidir o que fazer com isso. E, a mídia social veio para isso. VOCÊ constrói uma rede de pessoas com interesses comuns. E a distância não é, literalmente, nenhum empecilho. Pelo contrário, enriquece a troca cultural.

Agora que as peças estão na mesa, começamos a montar o enorme quebra-cabeça que é a “revolução da mídia social”.

Só no Brasil

• Orkut - 35 milhões de perfis ativos (Comscore)
• Média de navegação por usuário em mídia social - 4h/mês (Comscore)
• 87% dos brasileiros online estão o Orkut (Comscore)
• 17% dos internautas criam blogs ou sites (Cetic.Br)
• 51% dos internautas residenciais lêem blogs (Ibope/NetRatings)
• 5 milhões de perfis no Twitter (Info)
• 74% dos internautas do Brasil assistem vídeos online (Cetic.Br)
• 15% fazem uploads de vídeos (Cetic.Br)
• 43% ouvem rádio em tempo real (Cetic.Br)
• Facebook 2,7 milhões perfis de brasileiros (Ibope/NetRatings)

Certo. Agora enxerguemos a mídia social com um olhar um pouco diferenciado.

Não é nenhuma novidade, o conceito das premissas básicas do posicionamento corporativo em redes sociais. Vou ressaltar alguns, em resumo, para quem talvez não tenha visto:

 

A influência da mídia na escolha pessoal

Premissas:

#1 – O FOCO da rede social é a pessoa.
#2 – O tratamento com seu consumidor é baseado em um diálogo e não mais naquele velho monólogo de sempre. Ouça, entenda, responda.
#3 – Faça seus consumidores te amarem ou te odiarem. Mas não os deixe indiferentes.
#4 – Entenda que você estará gerenciando o risco da marca, e esta ficará imortalizada na internet. O que pode ser muito bom como o caso da Dell e do Starbucks. Ou, muito ruim, como o caso da Domino’s Pizza e KFC.
#5 – Saiba trabalhar as redes com o enfoque correto, assim sua comunicação será mais assertiva.

Exemplos de mídias para quem quer:

Se Comunicar

Blogs: Blogger, Wordpress
Microblogs: Twitter, Pownce
Redes sociais: Orkut, Facebook, LinkedIn, MySpace, Drimio
Eventos: Upcoming

Colaborar

Wikis: Wikipedia
Social bookmarking / Agregadores de sites: Del.icio.us e StumbleUpon
Social News ou crowdsourcing: Digg, Reddit, EuCurti, Rec6
Sites de opiniões: Epinions

Multimídia

Compartilhamento de fotos: Flickr, Zooomr
Compartilhamento de vídeo: YouTube, Vimeo
Livecasting ou transmissão ao vivo: Justin.tv
Compartilhamento de música/áudio: imeem, Last.fm

E, finalmente o que fazer e o que não fazer quando se planeja ações em mídias sociais:

O que fazer

Produzir conteúdo RELEVANTE
Ser transparente
Disseminar de forma inteligente
Ouvir os clientes
Interagir/relacionar-se
Estar pronto para críticas

O que não fazer

Enganar pessoas
Criar perfis falsos
Enviar spams
Comprar opinião
Outros dados sobre a internet no Brasil

Tem 64,8 milhões de usuários (um terço da população), onde 20,1 milhões são usuários que acessam à internet em suas casas. E destes, 82% utilizam banda larga. Tem como tempo médio gasto com navegação por mês 24 horas e 41 minutos (Setembro 09)

Tem 50% dos internautas utilizando cartão de crédito em suas compras. Tem 79% de usuários que fazem compras online. Teve em 2008, R$ 8,2 bilhões em vendas por e-commerce.

Segundo o Ibope / NetRatings, 76% dos consumidores não acreditam que a publicidade tradicional fale a verdade. E, campanhas partindo de mídias sociais podem ter um impacto 500 vezes maior se as mesmas partissem dos sites da empresa.

Os dados estão aí, de bandeja, e não há porquê menosprezar o potencial desta ferramenta que já devia há muito ter saído do status de novidade e se transformado em um canal completo de marketing.

Digo completo porque não se trata de um veículo comum. Existem ferramentas muito robustas no âmbito de mensuração e gerenciamento. Não tem desculpa para explorar, pois até análises e insights podem ser obtidos por algumas plataformas muito inteligentes.

Também, não se trata apenas de posicionamento online; a autenticidade do seu posicionamento nas mídias sociais deve ser refletida no off-line. E, as ferramentas também estão aí para cruzar os dados online e off-line e chegar o mais próximo possível do marketing 360º.

Para finalizar, gostaria de deixar explícita a minha idéia aos criativos:

Senhores diretores de arte e redatores, pensem na mídia social! Utilizem-na como uma nova interface de seus trabalhos, explorem suas particularidades e busquem diferenciais para a criação. É a hora de inovar, de crescer e marcar seu espaço!

Redatores, enxerguem nos míseros centoequarentacaracteres, 140 oportunidades.

É uma revolução não só no modo agir e pensar, mas também de como transmitir idéias.

Lembrem-se, o sucesso de sua campanha agora é relativamente proporcional ao quanto ela é relevante para seus consumidores.
Fonte: http://propagandoapropaganda.ning.com/profiles/blogs/quer-investir-em-midias